quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O poder político na Igreja no Brasil de hoje

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A igreja católica teve papel preponderante na formação do feudalismo, era grande proprietária de terras e monopolizava o conhecimento.
Os mosteiros se tornaram o centro da vida cultural e intelectual da idade média e também cumpriram funções econômicas e políticas importantes.
Contra a concentração de poderes materiais da igreja surgiram, por exemplo, vários movimentos que questionavam alguns dogmas cristãos.

Desde o século XVI o cristianismo tem sido a principal religião do Brasil, predominando a Igreja católica Apostólica Romana.
O catolicismo no Brasil foi trazido por missionários que acompanharam os exploradores e colonizadores portugueses. O catolicismo possui grande presença social, política e na cultural no Brasil.



 Igreja nos dias de hoje no Brasil.

O, na época presidente, Luiz Inácio Lula da Silva disse que a posição do papa Bento XVI sobre o aborto é a mesma defendida pela Igreja Católica há 2 mil anos. "Se vocês forem ver o que a Igreja Católica falava há dois mil anos atrás, ela falava exatamente o que o papa falou", disse. Bento XVI recomendou aos bispos brasileiros, ao condenar a descriminalização do aborto, que lembrem aos cidadãos "o direito, que é também um dever, de usar livremente o voto para a promoção do bem comum".
"Eu não vi nenhuma novidade na declaração do Papa. Esse é o comportamento da Igreja Católica desde que ela existe", afirmou. "Isso pode ser falado a qualquer momento, ontem, hoje, amanhã, depois de amanhã. Toda vez que você perguntar ao papa sobre a questão do aborto, ele vai dizer exatamente o que disse ontem."


O Aborto no Brasil é permitido somente em caso de estupro e risco a gestante. A igreja católica possui forte influência nesse aspecto, pois vai contra seus princípios e suas crenças. A igreja é contra o sexo antes do casamento e o uso métodos contraceptivos, e em conseqüência disso é contra qualquer tipo de aborto.
A legislação relacionada ao aborto no Brasil é uma das mais atrasada do mundo devido a influencia da igreja católica sobre o estado.



Aborto é um assunto muito polêmico que sempre é motivo de discussões e debates. O aborto de crianças anencéfalas é um tema que gera muita repercução. O grande lema é: porque não permitir o aborto dessas crianças? Elas não sobrevivem por muito tempo, pois nascem sem o encéfalo, por isso não são capazes de ouvir, enxergar, sentir dor, são muitas vezes comparadas, por médicos, a vegetais.
Sob o lema “Escolhe, pois, a vida”, adotado pela Campanha da Fraternidade de 2008, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a maior ofensiva da Igreja contra a proposta de legalização do aborto no País.

Artigo de leitor: O aborto e a Igreja
" Em várias partes do mundo tem havido manifestações contra o aborto e em defesa da vida, inspiradas em posições religiosas e em declarações do Sumo Pontífice. A discussão sobre o aborto, porém, deve ser precedida de outra: quando é que começa a vida? (...)
Para o catolicismo atual (porque, evidentemente, nem sempre foi assim), a idéia de vida humana adotada padece de extrema limitação; basta que o coração esteja batendo, ainda que com o auxílio de aparelhos, ou seja, basta que o corpo-máquina esteja funcionando minimamente para que se considere que ela deva ser mantida a todo custo. Cria-se, desse modo, um embaraço. Quando um animal de estimação está condenado ao sofrimento e à morte, de maneira irreversível, é possível, num gesto de amor, levá-lo a um profissional para abreviar a sua dor. O mesmo gesto de amor, porém, é vetado quando se trata de um ente humano querido. "
                                                       Francisco Paes Barreto ( O Globo.com)


Dos pensadores

Santo Agostinho (354 - 430 d.C.)
Acreditava que a autoridade era legitimada por Deus, e o povo deve obediência.

Santo Tomás de Aquino (1225 - 1274)
O Estado fica ao lado da igreja, mas não se subordina totalmente a ela. Ele tem a missão de alcançar o bem estar e garantir condições de existência.

Em relação ao aborto, o Estado brasileiro está ligado a visão de santo Agostinho, de que a autoridade deve ser subordinada a Deus, pois o estado sofre interferência direta da igreja, ou seja de Deus. A igreja e o Estado não estão lado a lado, e sim a primeira esta superior ao estado.

Opnião do grupo.

O grupo concorda que o aborto, além dos casos de estupro e risco a gestante, deveria ocorrer a legalização também no caso de crianças anencéfalas, devido a dor e os riscos que as famílias das crianças são destinadas a sofrer.
Concorda que o Estado não deveria sofrer interferência da igreja, pois o Brasil é um Estado laico e por isso deve agir como tal, sendo neutro em suas decisões políticas, sem a influência de crenças religiosas.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Democracia Participativa

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A democracia participativa é um regime onde a colaboração dos cidadãos não se restringe apenas ao voto, é considerado o modelo ideal do exercício da cidadania, promovendo condições iguais de participação. Através do processo de inclusão de todos os grupos sociais promove uma maior legitimidade nas decisões políticas. Enquanto a democracia representativa ou indireta é aquela em que o povo é representado por governantes eleitos periodicamente por ele que em nome da população toma decisões políticas.
   Os pontos de vista favoráveis da democracia participativa são a inclusão de toda a sociedade independente de classes e grupos sociais e a possibilidade de liberdade de expressão da população podendo demonstrar sua vontade. Os pontos negativos são, a obrigatoriedade do voto e a compra e manipulação do voto de pessoas leigas referente à esfera política.
   Existem dois autores com pensamentos opostos que trabalham com a idéia de democracia participativa. São eles John Locke e Jean Jacques Rousseau.
Rousseau defende a democracia participativa e a liberdade positiva, acreditava que a participação do povo deveria ser direta na elaboração das leis e que estes deveriam possuir uma participação ativa na política, ou seja, para ele o poder não deveria ser destinado a apenas alguns membros qualificados.
Já Locke defende a democracia participativa e a liberdade negativa. Esse pensador acreditava que o representante político privaria o individuo de trazer os assuntos políticos para a sua vida.
Portanto, Locke acreditava que o melhor da democracia é a eleição de um representante através do povo e Rousseau defendia a idéia de que a povo deveria participar da política diretamente sem representantes.